sexta-feira, outubro 13, 2017

Stellar Mate: o IoT da astronomia futura.

Os primeiros testes com o Stellar Mate e o Kstars: controlo wifi com Tablet para todos os equipamentos, Canon350D, zwo ASI224MC, montagem eq-al Vixen GP-DX com Skysensor 2000-PC e ainda o Skysafari ,através do INDI open source. Mais tarde ainda adicionámos o USB_focus_v3 com adaptação à porta série-usb.
Ainda fizemos ligação HDMI com monitor TV e teclado bluetooth.
Verifica-se uma fantástica capacidade de integração e controlo de todos os equipamentos.


Aspeto geral

A Stellar Mate a cavalo no tubo ótico



A configuração INDI para todos os equipamentos


A mesma configuração quando adicionámos o usb_focus_v3


Notar: a porta série introduzida manualmente porque não aceitava de forma automática (/dev/focuser) e o Autosearch desativado.


A atribuição definitiva das portas série para a montagem e para o usb_focus_v3


O Stellar Mate Web Manager utilizado apenas para verificar os drives INDI

Depois de introduzido um hub usb: melhoraram a aquisição de imagens pela canon e pela zwo instalada como off axis guider em simultâneo com o controlo da montagem equatorial alemã. O Skysafari tb funciona. Só falta agora o sistema wifi de focagem. Talvez um USB_Focus v3 ?




O HUB_usb ajudando a ligação com fornecimento de energia ao Stellar Mate para a Canon e a ZWO ASI224MC e onde ligará futuramente um usb_focus v3.

A ligação série-usb para a montagem Vixen SS2kPC


A CMOS ZWO ASI224MC em modo off-axis-guide com o apocromático 102FS da Takahashi


 A instalação do stepper e do controlo para o usb_focus_v3.
Tivemos que inventar um sistema de acoplagem para o motor que nos custou 12€ em detrimento do original que custava 100 $US.

A adaptação ST4-SS2kPC para ligação da ZWO como camara de guiagem.


O porta pad SS2kPC diy evitando estrangulamento do cabo principal de saída para a montagem Vixen

sábado, setembro 30, 2017

Cometa C/2017 O1 (ASASSN)


Aqui está finalmente o cometa C/2017 O1 (ASASSN) atravessando o campo estelar da constelação do Perseu logo acima da tríade de estrelas variáveis e duplas, a saber da esquerda para a direita, a V590 Per, 55Per e 56Per. Ainda é possível ver a galáxia espiral UGC3028 de magnitude 15,8 e situada a 170 milhões de anos-luz. 
Este cometa transita com uma magnitude visual 14 a 115 milhões de quilómetros do nosso planeta atingindo a sua maior aproximação a 14 de outubro deste ano.
Imagem resultante da integração 30x40 segundos com Acromático takahashi 102FS a f/8 com uma canon 350D modificada a 1600 ISO.

sábado, setembro 09, 2017

Os monstros da ultima decada rodam

Os dois grupos rodavam para o limbo leste do Sol depois da RA2673 ter lançado mais umas pequenas Fulgurações na manhã do dia 9. Entretanto a oeste surge mais uma mancha solar de grandes dimensões.


quinta-feira, setembro 07, 2017

Dois monstros no Sol

Duas Regiões Ativas designadas por RA2673 e 2674 com o tamanho correspondente respetivamente a 10 e a 20 planetas Terra cruzavam o disco solar ganhando complexidade magnética crescente e dando origem a uma fulguração X9 no dia 6 de setembro antecedida por 4 outras. A Ejeção de Massa Coronal resultante chegará no dia 8 com produção de Auroras e blackouts nas comunicações de ondas curtas.
Entretanto só hoje conseguimos ter céu sem nuvens mas de grande instabilidade que nos permitiu fazer algumas imagens destas manchas solares uma das quais a RA2673 continuava a produzir algumas pequenas fulgurações da classe M e ainda uma X1.3.
Aqui fica um mosaico com as imagens feitas hoje e que mostram sobretudo a complexidade magnética da RA2673 que continua a prometer dar mais notícias.


domingo, julho 16, 2017

Atividade Solar

A RA2665 depois de ter produzido duas poderosas EMC, uma das quais na manha de 16 de julho, está prestes a rodar no limbo solar oeste deixando novamente o disco solar sem qualquer atividade digna de nota.
A imagem é o resultado do "stack" de 200 frames obtidos com uma ASI224MC e um ETX 90mm a f/13,6. Reparar no extenso network de fáculas rodeando a mancha solar.


domingo, julho 09, 2017

RA2665 - Atividade Solar


A Região Ativa 2665 produziu uma fulguração da casse M1,3 pelas 03:18 UT
tendo provocado uma tempestade geomagnética da classe G1 mais intensa entre as 09:00 e as 12:00 UT da manhã com acréscimo de radiação UV e raios-X e ionização das camadas atmosféricas mais altas perturbando a propagação rádio em ondas curtas. Depois de um largo período de baixa e quase nenhuma atividade, o Sol surge agora com esta mega mancha solar do tamanho de 7 Terras.


sexta-feira, julho 07, 2017

terça-feira, julho 04, 2017

sábado, julho 01, 2017

Júpiter

 C8 f/10

Na noite de 30 de junho tirámos partido de uma alta pressão sobre o grupo oriental dos Açores tendo realizado múltiplos filmes AVI com 400 frames e em diversas resoluções. Os resultados estão à vista e representam aquilo que é possível obter com as limitações impostas pelo céu açoriano.

 Imagem original C8 f/25 com barlow 2,5 Televue

Redução a 75%

Uma viagem pela nossa lua



Mosaicos de imagens obtidas na noite de 30 junho com um Celestron 203mm a f/10 e uma camera ASI224MC da ZWO. Condições atmosféricas muito instáveis.

quarta-feira, junho 28, 2017

terça-feira, junho 27, 2017

Cratera Petavius

A cratera Petavius com um diâmetro de 177 km sendo uma cratera de impato apresenta cumes duplos com o seu interior pavimentado de lava e com uma fratura gigantesca que radia do seu centro povoado por um conjunto de pico com 1700 metros de altura.
A imagem foi obtida com um C8 a f/25 e uma ASI224MC em condições muito más de observação.

Atividade solar

A mancha solar conhecida como Região Ativa 2464 cruza sózinha o disco solar apesar de apresentar uma complexidade magnética digna de nota para a fase presente deste Mínimo Solar.
Aqui fica o registo de 500 frames obtido em Ponta Delgada com um ETX90 e uma ZWO ASI224MC em foco direto. Notar a Granulação da Fotosfera.


sexta-feira, junho 23, 2017

Júpiter 22 junho 2017


Atividade Solar

Depois de semanas de quase inatividade fotosférica o Sol apresenta um grupo designado por RA2663
magneticamente bipolar. Reparar na estrutura das células convectivas da Granulação da Fotosfera.

Júpiter a 17 e a 22 de junho




domingo, maio 28, 2017

Um pequeno ensaio sobre a Estrela de Tabby

Depois da apresentação feita à estrela de Tabby aqui neste blog, persistiu na minha ideia calcular a sua magnitude confirmando a sua variabilidade luminosa.
Para tal usámos duas imagens feitas com o Takahashi 106FS a f/8 com a Canon 350D modificada e dotada de um filtro CLS-astronomik. As duas imagens foram integradas sem sofrerem qualquer pré-tratamento e analisadas em formato pic pelo software Iris.
Utilziámos  como estrelas de referencia aquelas situadas em torno da estrela de Tabby dado terem magnitudes aproximadas.
Feitos os devidos procedimentos e usando a fórmula m= -2,5 x log I, sendo I a intensidade luminosa em ADUs (Analog Digital Units) obtivemos por interpolação uma magnitude para a estrela de Tabby de 10,86 magnitude relativa, ou seja 1,16 magnitudes abaixo do considerado normal nesta estrela.

Deixamos aqui a imagem com as respetivas anotações incorporadas.


sexta-feira, maio 26, 2017

Cometa C/2015 V2 Johnson


Na noite de 24 de maio 2017 e por um período relativamente curto obtivemos um céu mais estável do que é costume nesta época e que nos facultou a possibilidade de voltar a ver este cometa que transitava com magnitude 7.0 na constelação do Boieiro quase a zénite do nosso lugar de observação (Fajã de Baixo). No dia 5 de junho fará a maior aproximação ao nosso planeta a uma distancia de 121,327,537 km.

Apresentava-se com um brilho mais intenso com uma cabeleira maior e de aspeto difuso e com uma cauda de poeiras bastante pronunciada e curta.

Para informações na hora consulte o site  https://theskylive.com/c2015v2-info

Aqui fica a imagem resultado da integração de 25x40s obtidas com um Taka 102FS f/8 e uma Canon 350D modificada e dotada com filtro CLS-Astronomik.
 

TYC 3162-0665-1 ou estrela de Tabby


A estrela de Tabby assim designada em homenagem à astrónoma Tabetha Boyajian que iniciou o estudo da sua variabilidade luminosa, é conhecida oficialmente por KIC 8462852 e tem despertado muita curiosidade por parte dos astrónomos profissionais e amadores, dado estar envolta por um adensado mistério que ainda não foi descortinado e explicado devido às grandes variações do seu brilho, sendo uma das hipóteses a existencia de uma mega estrutura alíenigena construída em torno da estrela ou seja uma Esfera de Dyson.

A Estrela de Tabby é imaginada aqui como envolta por anéis de Dyson,  Kevin Gill / Flickr

Esta estrela situa-se aproximadamente a 1480 anos-luz de nós na constelação do Cisne com uma magnitude de 11.7, que a torna invisível a olho nu, apesar de ser um pouco maior e mais massiva que o Sol.

A partir de outubro de 2015 o telescópio espacial Kepler direcionou as suas observações para esta estrela na vã tentativa de detetar exoplanetas que circulassem á sua volta. Dado que a diminuição de brilho atingia os 20% e não era periódica foi descartada esta hipótese. Ainda outra hipóteses sugeria que a estrela de Tabby, sendo eventualmente muito jovem, possuia ainda material em torno dela que a obscurecia.


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Outra hipótese lançada era que a diminução de brilho fosse causada por destroços de um protoplaneta que terá sofrido uma colisão. Contudo uma hipótese que ganhou relevo defende que esta variação de luminosidade é provocado por um grande número de cometas e de asteróides.

Entretanto também o Intituto SETI já tentou detectar algum sinal de rádio de proviniência desta suposta estrutura extraterrestre conhecida como Esfera de Dyson, mas nada conseguiu.

Conclusão: não sabemos o que se passa com a estrela de Tabby e apenas por curiosidade fizemos algumas imagens. Contudo o mistério adensa-se e o aparecimento de fóruns na net e de artigos sobre o caso surgem em catadupa. Aqui fica a nossa imagem única de 45 segundos da estrela de Tabby e que mais não revela senão mais uma estrela na imensidão do espaço.